Relatos &
curiosidades

Pedimos que nos mandassem histórias vividas durante o bloco e recebemos um baú de memórias preciosas!

RELATOS
ANÔNIMOS

Comecei nos Escravos da Mauá como ambulante vendendo 1 cx de cerveja e tinha o bar Roxinho na pedra do sal junto com meu pai Joaquim rua hoje in memoriam. E buscávamos peixe frito para atender o público dos Escravos. Depois de vários anos aluguei o kasarao hoje a casa Porto. A fim de criar o camarote dos escravos em dia de samba e desfile. Com as vendas aumentando e chegando a 100 cxs de cervejas e 5 funcionários. Consegui custear minha faculdade com o lucro e depois uma pós graduação . Trabalha com meu pai. Minha mãe. Meu irmão. Minha esposa engravidou no período dos Escravos e nasceu Maria Eduarda Rua. Os escravos hoje faz parte da minha história . Revitalizou nosso bairro. Fiz grandes amizades até hoje quando nos encontramos falamos dos Escravos dos grandes momentos.Tenho todas as camisas e tenho ciúme delas. Guardo com carinho e sempre vem as lembranças.

Eu vim morar no Rio de 2005 para fazer faculdade. Toda a minha família é de Vitória, mas tenho uma tia aqui no Rio que me apresentou os Escravos e me levou no desfile de 2006 com Boa companhia faz o dia clarear. Desde então o bloco virou um amor na minha vida, onde reforcei a amizade com meus amigos e fiz muitos novos. Fui a todos os desfiles e ensaios desde então, o Escravos faz minha vida melhor no Rio, ou melhor; o Escravos faz minha vida melhor.

Outro momento emocionante foi quando minha mãe faleceu, em novembro, e eu, para esquecer tudo que eu vivi com ela no Hospital (esquecer, não, colocar em uma gaveta, para, depois do Carnaval, poder abri-la, novamente, e viver o meu luto). Eu ali, na bateria, olhando para todo mundo, me sentindo protegida e amparada, porque ali, só tinham amigos...eu olhei para os lados... que emoção... eu estava ali, onde eu sempre estive... tão alegre... dessa vez estava triste... mas os amigos estavam ali por perto e eu olhava para cada um, quase em câmera lenta... eu os via sorrindo, eu me senti inserida, acolhida, amada, e sorria de volta. Ou seja, o Escravos da Mauá faz parte da minha vida!!

Fiz uma cirurgia e no pós cirúrgico tive intensos episódios de pesadelos que me deixaram sem dormir por mais de uma semana. Na consulta ao cirurgião pedi um remédio para dormir pois estava me sentindo muito mal e precisava muito descansar. O médico perguntou então ao meu marido qual era a coisa que eu mais gostava de fazer e ele, de primeira respondeu: " Ir sambar no Escravos da Mauá" daí o médico receitou que ele me levasse para esse samba. Olhamos espantados pois eu estava recém operada e cheia de pontos. O médico reiterou que era uma receita médica e eu devia ir. Meu marido (que não curte samba) então me levou para o largo de São Francisco da Prainha. Sambei o pouco que consegui, mas sambei sim....kkk Recuperei meu sono e minha alegria. Me recuperei maravilhosamente bem.

AINDA TEM MAIS!

"Escravos representou uma fase nova de minha vida . Estava pra baixo após me separar . Um dia, amigos do PSTU me chamaram para conhecer um ensaio de bloco que era maneiro. Bastou um dia para não querer mais deixar de ir. Ali fui curado. Foram muitas boas sextas feiras, nem a chuva que alagou tudo, água no joelho, me afastou."

"Para mim tem dois momentos maravilhosos em todos os desfiles dos Escravos, primeiro é quando chegam os Pernas de Pau, segundo quando tem o banho do carro pipa. Esse bloco é especial demais!"

 

"Mãe foi comigo ao bloco pela primeira e chorava e me abraçava cantando que a vida é bonita é bonita e é bonita...ela tinha acabado de sair de uma depressão."

 

"Conheci o amor da minha vida nos Escravos em 2009 e estamos juntos até hoje. Fiz tanta amizade querida!!! Escravos é vida!"

 

"Conheci uma pessoa no bloco com que tive um relacionamento por 12 anos e sempre curtíamos o bloco juntos."

 

"São tantas que não consigo colocar uma, mas os banhos de água do caminhão pipa são maravilhosos."

 

"Foi a primeira roda de samba que fui na vida, saí de Niterói para conhecer e fiquei apaixonado."

 

"Ter orientado minha primeira aluna de graduação em uma pesquisa sobre o Escravos da Mauá. "

 

"Fiz 30 e 39 anos no dia do desfile do bloco! melhor aniversário não há :)"

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